COMO
ESCOLHER O SEGURO DE CARRO MAIS
ADEQUADO
É
enorme a variedade de planos das
56 seguradoras de automóveis
no país. Como comprar o melhor
pelo menor preço?
Estima-se que foram roubados no
ano passado 380.000 carros no país.
Com uma estatística dessas,
você já está
cansado de saber que carro é
um bem importante para ficar sem
seguro. Mas qual seguro é
adequado para você? O que
oferece reserva ou reembolso de
táxi? Apólice por
valor de mercado referenciado ou
valor determinado? Hoje 56 seguradoras
operam no mercado de seguros de
automóveis no Brasil. Cada
uma delas tem, pelo menos, três
tipos de plano para oferecer e uma
variedade de itens opcionais que
vão do pagamento de passagens
de avião até cobertura
especial para reparo ou troca de
vidro em caso de quebra. É
um quadro muito diferente do de
seis anos atrás, quando só
se segurava carro no Brasil por
valor médio de mercado e
a única cobertura opcional
era a assistência técnica
24 horas. Com tanta oferta, a questão
a ser respondida na hora de fechar
o negócio é: como
conseguir a melhor cobertura pelo
menor preço? Para ajudá-lo
a escolher um seguro adequado, MEU
DINHEIRO consultou especialistas
do mercado e elaborou a seguinte
lista de itens para você tomar
a melhor decisão.
1
- VALOR DA APÓLICE DE UMA MESMA
COMPANHIA PODE VARIAR DEPENDENDO DO
CORRETOR
É normal um plano de uma mesma
seguradora ser oferecido por diferentes
preços pelos corretores, assim
como o preço de uma passagem
para um destino numa mesma companhia
aérea pode mudar dependendo
da agência de turismo que a
revende. O ideal é pedir orçamento
para pelo menos três corretores.
Um bom corretor não só
deve lhe mostrar orçamentos
de diversas seguradoras como também
indicar qual a cobertura mais adequada
para o seu caso, sem tentar lhe empurrar
mais do que você precisa. Além
da indicação de parentes
e amigos, uma forma de escolher é
por meio da Federação
Nacional de Corretores de Seguros
ou do Sindicato Nacional dos Corretores
de Seguros do seu estado. Empresas
como AGF Seguros (www.agf.com.br),
Porto Seguros (www.portoseguros.com.br)
e Sul América (www.sulamerica.com.br)
dividem os corretores por região
de atuação no Brasil.
2
- MODELOS MAIS VISADOS PELOS LADRÕES
CUSTAM MAIS CARO
Fazer um seguro significa dividir
com outros segurados e com a seguradora
um risco que, de outra forma, você
precisaria assumir sozinho. Quanto
maior o risco de um sinistro, mais
segurado tem que pagar para fazer
parte da turma. Suponha que a seguradora
X tenha muitos clientes com altos
índices de roubo de Vectra
2002, por exemplo. O risco que essa
seguradora está assumindo para
esse modelo é grande. Isso
significa uma apólice mais
cara nessa seguradora do que em outra
na qual os donos de Vectra 2002 não
estejam com tanto azar assim. Esses
índices variam não só
de seguradoras mas de mês para
mês - mais uma razão
para ter vários orçamentos
em mãos antes de decidir.
3
- INCLUIR MUITAS COBERTURAS OPCIONAIS
PODE NÃO SER NECESSÁRIO
Carro reserva, despesas extras com
táxi, cobertura especial para
reparos de vidros...São muitas
as alternativas de coberturas especiais
e é preciso cuidado para não
acabar pagando por coisas que talvez
você possa dispensar. Na maior
parte das seguradoras, o cliente que
se dispuser a pagar um adicional de
10% recebe 1,2 mil reais para pagar
despesas com táxi enquanto
ficar sem carro. "Já o
carro reserva é interessante
para quem não tem outra forma
de chegar ao trabalho", diz Marcelo
Goldman, diretor executivo da AGF
Brasil Seguros.
"Quem tem um segundo carro ou
conta com a opção de
metrô ou ônibus poderia
abrir mão disso". Na AGF,
por exemplo, cinco dias de carro reserva
fazem parte de qualquer plano. Quem
quiser se garantir para dez ou 15
dias terá que desembolsar até
100 reais a mais.
4
- VOCÊ CONTINUA COM DIREITO
AO BÔNUS MESMO SE MUDAR DE SEGURADORA
Quanto maior o tempo sem acionar o
seguro, mais descontos você
tem na hora da renovação.
Em geral, se no período de
um ano seu carro não foi roubado
e você não bateu, ganha
10% de desconto. Dois anos 15%. Os
percentuais sobem até 30%,
o máximo de desconto concedido
no mercado. Há corretores que
trabalham com uma única empresa
e dizem aos clientes que, se eles
mudarem de seguradora, vão
perder o bônus. Isso não
é verdade. A bonificação
pode ser transferida de uma empresa
seguradora para outra sem problemas.
5
- ATÉ O BAIRRO ONDE VOCÊ
MORA PODE INTERFERIR NO PREÇO
Se você usa o carro numa cidade
com alto índice de criminalidade
vai pagar mais alto do que quem dirige
numa cidade mais segura. O risco de
seu carro ser roubado ou furtado é
maior em São Paulo do que em
qualquer cidade do Brasil. Por isso,
o seguro de um determinado carro na
cidade de São Paulo pode custar
mais do que o dobro do que o de um
mesmo modelo numa cidade do interior
do estado, como Marília. Na
Porto Seguro, por exemplo, a apólice
de um Gol 1.0 Plus 8 válvulas,
modelo 2002 a gasolina, custa quase
130% a mais em São Paulo do
que em Marília.
A seguradora também cobra preços
diferenciados de acordo com o grau
de criminalidade do bairro onde o
motorista mora, no caso de São
Paulo. E, se o carro fica guardado
numa garagem em tempo integral, você
pode pagar ate 5% a menos do valor
da apólice do que se ele dormir
ao relento.
6
- NEM TODOS SÃO IGUAIS PERANTE
A LEI DOS SEGUROS
Idade sexo, estado civil e o fato
de ter ou não filhos são
fatores que influenciam no preço.
Na AGF Brasil Seguros, por exemplo,
o valor do seguro de um Palio ELX
1.0, 16 válvulas, quatro portas,
ano e modelo de fabricação
2001, pode variar de cerca de 1175
até 2432 reais por ano - 106%
a mais - dependendo do perfil do motorista.
Uma mulher casada, com filhos, 33
anos e com garagem em tempo integral
vai pagar o valor mais baixo. Um homem
solteiro, sem filhos, 21 anos e sem
garagem vai pagar o segundo valor.
"Geralmente, essa é a
frase da faculdade", afirma Goldman.
"Eles param o carro na rua, saem
mais à noite e tomam bebida
alcoólica. O risco de um acidente
ou um roubo é maior".
Para determinar o perfil do segurado
é preciso responder a um detalhado
questionário. Em caso de sinistro,
as seguradoras fazem uma investigação
para saber se o segurado não
mentiu para obter desconto indevido.
Se for comprovada uma fraude, a empresa
tem o direito de não pagar
a indenização. Mas isso
não significa que ninguém
da sua família vá poder
dirigir o seu carro. A seguradora
deve cobrir o prejuízo se seu
filho de 18 anos estava dirigindo
o carro no momento em que ocorreu
um acidente, se você for realmente
o usuário principal.
7
- O VALOR DE MERCADO SEGUE SEM DESTINO
CERTO
O seguro por valor de mercado é
o mais praticado pelas seguradoras.
Em geral, elas têm como referência
a tabela da Fundação
Instituto de Pesquisas Econômicas,
Fipe. É possível optar
por receber uma indenização
acima ou abaixo do preço da
tabela. A maioria das empresas trabalha
com limite máximo de 130% e
mínimo de 90% de variação.
Se o seu carro é um Gol 1.0
16 válvulas, por exemplo, que
vale alguma coisa como 16 mil reais,
você vai receber 16 mil reais
se escolheu a apólice normal.
Se preferir 130% da tabela, a seguradora
vai lhe pagar 20,6 mil reais de indenização
em caso de sinistro. Para isso é
preciso pagar cerca de 3% a mais pela
apólice. Se optar por receber
90%, paga cerca de 2% a menos. A apólice
está sempre vinculada às
variações do mercado.
Se o preço do carro cair, o
que você tem direito a receber
cai na mesma proporção.
8
- DETERMINAR O VALOR QUE SE QUER RECEBER
DE INDENIZAÇÃO PODE
DAR MAIS SEGURANÇA, MAS CUSTA
MAIS CARO
O seguro por valor determinado é
aquele em que você decide, dentro
de determinados limites, quando quer
receber em caso de roubo ou perda
total e custa cerca de 15% a mais
que o por valor de mercado. O seguro
por valor determinado é mais
indicado para quem quer ter certeza
do dinheiro que vai receber quando
houver um sinistro. É o caso
de quem compra um modelo de carro
importado ou de séries especiais,
que podem sofrer desvalorização
superior a 15% ao ano.
9
- A FRANQUIA REDUZIDA É MAIS
CARA, MAS É UMA BOM NEGÓCIO
PARA QUEM BATE O CARRO COM FREQÜÊNCIA
Sempre quer precisar usar o seguro
é preciso pagar uma taxa, a
chamada franquia obrigatória.
Existem duas outras opções
de franquias: a reduzida e a dobrada.
A reduzida, na maioria das seguradoras,
equivale a 50% da franquia obrigatória
e é indicada para motoristas
distraídos que vivem batendo
o carro no portão de entrada
de casa ou em outros carros. Ao contratar
a franquia reduzida, a apólice
de seguro aumenta entre 20% e 25%.
No caso da franquia dobrada, o segurado
se dispõe a pagar o dobro da
franquia obrigatória, mas ganha
uma redução de 20% no
preço da apólice.
10
- A INDENIZAÇÃO A TERCEIROS
DEVE SER SUFICIENTE PARA COBRIR INTERNAÇÃO
DE, PELO MENOS, TRÊS PESSOAS
Mais de 60% dos carros que circulam
no Brasil não estão
no seguro. Se você bater num
deles e a culpa for sua, terá
que arcar com as despesas do conserto
do outro. Ao optar por uma cobertura
contra terceiros, a seguradora paga
indenização até
o limite fixado na apólice.
Quando mais alto esse limite, mais
cara é sua apólice.
Mas, que cobertura contratar, já
que não há regulamentação
que fixe limite mínimo e máximo?
Os especialistas consultados por MEU
DINHEIRO recomendam 50 mil reais.
"É um valor que pode até
cobrir batidas em carros mais caros.
Não vale a pena escolher um
valor de 20 mil reais e correr o risco
de não ter como pagar o conserto
de um carrão", diz Luiz
Pomarole, diretor da Porto Seguros.
"A diferença no valor
da apólice que cobre 50 mil
reais e da que cobre 20 mil é
de cerca de 20 reais". Em caso
de danos pessoais, quando pessoas
se ferem num acidente, o ideal é
contratar pelo menos 100 mil reais,
segundo o pessoal do mercado".
"É um valor suficiente
para cobrir internações
de duas ou mais pessoas ou até
mesmo pagar um indenização,
em caso de processo judicial",
afirma Goldman, da AGF. Para contratar
uma aplicação de 100
mil reais pagam-se 40 reais a mais
do que por uma cobertura de 50 mil
reais.
Fonte
Diário do Drande ABC
www.multrans.com.br
- O PORTAL DO MOTORISTA
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