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03/08/2007 - : RODÍZIO É SUSPENSO NO 2º DIA DE GREVE METRÔ
Cidades
Sexta, 3 de agosto de 2007, 05h01 Atualizada às 09h46
SP: rodízio é suspenso no 2º dia de greve no Metrô
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio de veículos na cidade de São Paulo por conta do segundo dia da greve dos metroviários. Com isso, veículos com placa finais 9 e 0, poderão circular no centro expandido da capital. O Metrô também deverá manter esquema especial de trânsito.
A companhia recomenda que as pessoas evitem utilizar as avenidas Paulista, Santos Dumont e Washington Luís.
O Metrô de São Paulo divulgou, na noite dessa quinta-feira, o esquema especial de funcionamento das linhas 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi) e 2-Verde (entre as estações Ana Rosa e Clínicas), no horário das 6h às 22h, como ocorreu ontem, no primeiro dia de greve.
A direção do Metrô informou, em comunicado, que espera bom senso dos metroviários para que retornem ao serviço em número suficiente para operar a Linha 3-Vermelha, que atende as regiões Leste e Oeste de São Paulo.
Os metroviários de São Paulo decidiram, em assembléia realizada nesta quinta-feira, que a greve continua por tempo indeterminado. O presidente do Sindicato dos Metroviários, Flávio Godoi, afirmou que a categoria se sensibiliza com os transtornos enfrentados pela população, mas ele disse que não há proposta do governo do Estado, que agrade à categoria, para que a greve possa ser encerrada.
O Metrô informou que no último dia 31, diante do impasse nas negociações para o pagamento da participação nos lucros e resultados (PLR), foi realizada uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho onde o Metrô apresentou a segunda proposta de abono não descontável da PLR de 2007, no valor de R$ 400, não aceita pelo sindicato. A juíza do Trabalho, visando manter a negociação, marcou nova data, 8 de agosto, para evitar, assim, a greve no Metrô. Essa nova data foi aceita pelas partes. No dia seguinte, foi feita nova proposta de antecipação, no valor de R$ 800.
Contrariando o acordo no TRT, o sindicato, em assembléia, marcou greve com início na 0h do dia 2, comprometendo de forma significativa a negociação em andamento. Além do mais, já durante a greve, não cumpriu determinação judicial de manter 85% da operação nos horários de pico e 60% nos demais horários.
"O Metrô não quebrou acordo judicial e sempre esteve aberto à negociação - ao contrário do sindicato, que não apresentou contraproposta e permaneceu intransigente", diz nota do Metrô.
O Metrô informou que permanece aberto à negociação, desde que o Sindicato dos Metroviários cumpra as ordens judiciais e se mantenha dentro dos parâmetros da lei. "Mesmo sem a participação do Sindicato, o Metrô constituiu uma força-tarefa e está operando 50% do sistema metroviário, nos dias 2 e 3, para minimizar o sofrimento da população de São Paulo", finaliza a nota do Metrô
Terra
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