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20/02/2005 - : RADAR MÓVEL VOLTA EM DIADEMA
20/02/2005 - 17h12
Radares móveis voltam a Diadema
Evelize PachecoDo Diário do Grande ABC
Desaparecidos das principais vias de Diadema em outubro do ano passado, os radares móveis voltaram às ruas da cidade em janeiro. Coincidentemente, no período em que foram desativados, o prefeito José de Filippi Júnior (PT) disputava o segundo turno das eleições. Naquele momento, até para confirmar a aliança com o PRTB e atender aos apelos dos inúmeros eleitores, o petista garantiu que faria um estudo para a nova colocação ou até mesmo a extinção dos instrumentos.Nos primeiros dias deste ano, no entanto, os radares móveis apareceram novamente nas avenidas Fábio Eduardo Ramos Esquível, Piraporinha e Conceição, as principais artérias do tráfego. Os aparelhos ficam amarrados em postes, sem a presença de agentes de trânsito. A reportagem procurou a Prefeitura na sexta-feira à tarde para saber quantos radares deste tipo existem em funcionamento na cidade, mas a assessoria de imprensa não soube informar os números atualizados, prometendo divulgar os dados nesta semana. Em dezembro, segundo informações da Secretaria de Obras, existiam quatro radares fixos que saíram de operação. No mesmo período, a alegação dada pela Prefeitura para o sumiço dos aparelhos das principais vias era que um estudo sobre o assunto estava sendo realizado pelo Departamento de Trânsito. Pauta – O tema reapareceu na pauta política de Diadema, com os projetos de dois vereadores, que pressionados pelas reclamações dos motoristas, querem proibir o uso dos equipamentos. O tucano João Merenda e o petista José Eduardo Marinho, o Maninho (PT), têm projetos para proibir o uso dos radares na fiscalização do trânsito de Diadema. “Os radares móveis não educam o motorista, só arrecadam para a Prefeitura”, criticou Merenda. Segundo o tucano, há inúmeras reclamações de motoristas sobre as multas aplicadas e o número excessivo de radares escondidos. Merenda classifica a situação na cidade como uma verdadeira “indústria de multas.” Por sua vez, Maninho acredita que os radares, que ele calcular serem cinco, são fontes de aborrecimento. “Claro que o motorista que desrespeitar a lei deve ser multado, mas o fato de ficar escondido atrás de um muro ou de um poste não tem essa finalidade”, reforça.Proibição – O projeto do petista sobre a proibição dos radares deverá entrar em votação nos próximos meses na Câmara Municipal, paralelamente à proposta da Prefeitura de desenvolver programa de educação no trânsito. “O meu projeto foi adiado no ano passado a pedido do secretário de Obras (Luiz Carlos Theophilo), que deverá apresentar um projeto envolvendo jovens do Adolescente Aprendiz”, diz.Defensor da desativação dos aparelhos, o ex-candidato do PRTB à Prefeitura, Cezar Sonega, destaca que Filippi assumiu compromisso d epor fim aos radares móveis neste ano. O acordo foi fechado em meados de outubro, durante composição da aliança eleitoral que garantiu ao petista a vitória no segundo turno. “Não tivemos tempo ainda de rever essas questões. Entendemos que a forma de educar para o trânsito não é entrando no bolso do cidadão, mas sim com medidas educativas,” argumenta. De acordo com Sonega, a conversa ainda não aconteceu porque Filippi está com a agenda lotada. “Acredito que ele não vá descumprir essas conversas tidas no segundo turno.”
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