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Fique
Ligado!
Todo
mundo sabe que tem de trocar o óleo
do motor ou calibrar os pneus, mas
há cinco itens que ninguém
nunca se le lembra de checar. Atenção,
internauta, olho neles.
1. ESTEPE
Já imaginou, ao pegar o estepe,
descobrir que ele está vazio?
Para fugir dessa ameaça, calibre
sempre o pneu reserva, pois mesmo
sem rodar ele perde pressão
com o tempo. O ideal é calibrá-lo
semanalmente junto com os outros quatro
ou, pelo menos, uma vez por mês.
Sabia que o pneu também tem
prazo de validade? Sim, dura em média
cinco anos. Depois disso, ele pode
ressecar e até desbalancear
o carro se for usado. Portanto, ao
fazer o rodízio, a cada 10000
quilômetros, o estepe também
deve entrar na roda.
2.
ÓLEO DE CÂMBIO
Há fabricante que recomenda
trocá-lo aos 30 000 quilômetros.
Outros dizem que basta completar.
O melhor mesmo é checar no
manual do proprietário do seu
carro. Para garantir que está
tudo bem, verifique o nível
a cada três meses. Mas não
convém rodar com o mesmo óleo
por mais de um ano. No caso dos automáticos,
cuidado redobrado. Uma quebra pode
significar um orçamento até
cinco vezes maior. Um detalhe: alguns
câmbios automáticos têm
um filtro que deve ser trocado junto
com o óleo.
3.
FLUIDO DE FREIO
Diferentemente do óleo do motor,
o fluido do freio não sofre
consumo. Se tudo estiver bem, o nível
do reservatório está
sempre constante. Mas na vida real,
sabe como é, pode aparecer
um pequeno vazamento. E não
há nada pior que ficar sem
os freios quando você mais precisa.
Então, não custa nada
olhar o fluido todos os meses. Evite
completar o reservatório. O
ideal é esgotar o sistema hidráulico
e trocar o fluido a cada 12 000 quilômetros
ou após um ano.
4.
AR CONDICIONADO
A principal maneira de fazer a manutenção
do equipamento é o uso. Faça-o
funcionar no mínimo por cerca
de dez minutos a cada mês. A
falta de uso pode ressecar as tubulações,
causando vazamentos do gás,
e prejudicar a lubrificação
do compressor. Em média, o
sistema funciona bem entre um ou dois
anos, até que começa
a perder gás, diminuindo sua
eficiência. Aí é
hora de ir a uma oficina especializada
e verificar como anda a pressão
do gás..
5.
CORREIA DO MOTOR
Correia tem vida longa, chegando a
100 000 quilômetros. Mas não
é por isso que deve ser esquecida.
Quando quebra, o carro pára
e você fica na mão. Portanto,
olho nela a cada 25 000 quilômetros.
Confira se está frouxa, ressecada,
desfiada ou, o que é comum,
suja de óleo do motor. Quando
isso acontece, um dos dentes pode
escapar e partir a correia. Se notar
que ela está com um brilho
meio oleoso, substitua-a logo e conserte
o vazamento.
Escute
o seu carro
Algum
barulho diferente em seu automóvel
pode significar que algo não
vai bem. Quatro Rodas mostra como
escutar o seu carro e detectar os
problemas mais comuns. Muitas vezes,
são pequenos defeitos, mas
que podem se transformar em uma enorme
dor de cabeça se você
não agir logo.
Ao dar a partida, fique atendo a qualquer
chiado semelhante ao jato de uma torneira.
Em geral, esse ruído é
provocado por um problema no bêndix
do motor de arranque, que futuramente
pode vir a afetar o induzido, o automático
e a bobina de campo.
Quando
for ligar o carro, barulho de peças
batendo, associadas a trepidações
devem significar que o escapamento
ou os dispositivos que dão
sustentação ao motor
e ao câmbio -- protetor do cárter,
suporte do coxim e os próprios
coxins -- apresentam problemas.
Os problemas de sustentação
do motor ou do câmbio também
podem ser percebidos por um tranco
forte ao tirar o pé da embreagem,
principalmente depois de engatar a
primeira marcha.
Um
barulho semelhante a disparos ininterruptos
de uma metralhadora, ao acelerar,
indica que a saúde do motor
não vai muito bem, pois está
"rajando", como se diz popularmente.
Vale lembrar que a lubrificação
é absolutamente indispensável
para a conservação do
motor, portanto fique sempre atento
ao seu nível e efetue as trocas
na quilometragem recomendada pelo
fabricante do veículo.
Se você passar por buracos e
ouvir ruídos de objetos soltos
batendo, atenção. Se
esses ruídos forem acompanhados
de uma trepidação no
volante e desgaste irregular nos pneus,
provavelmente há algum problema
na caixa de direção.
Outra hipótese é que
algum componente da suspensão
esteja desgastado. Faça uma
inspeção completa de
todo o sistema.
Se, ao pisar no freio, você
escutar um chiado metálico
de ferro contra ferro, está
na hora de substituir as pastilhas
de freio.
Se você perceber ruídos
semelhantes a um bater de panelas,
principalmente durante as partidas,,
o silencioso do escapamento deve estar
solto ou quebrado.
Pneus cantando em curvas são
um indício de que o carro pode
estar desalinhado. Isso pode acontecer
quando passamos por buracos ou batemos
o pneu no meio fio.
Ainda
nas curvas, preste atenção
se não há um ruído
contínuo nas curvas fechadas.
Se acontecer, pode ser um problema
na junta homocinética.
Vale
a pena prestar atenção
no motor em marcha lenta. Um barulho
parecido com o de uma máquina
de costura indica que as válvulas
de admissão e escape, localizadas
no cabeçote, estão desreguladas.
Nessa situação, o carro
perde desempenho e consome mais combustível.
Com
o carro em movimento, preste atenção
em qualquer barulho semelhante ao
zumbido de um besouro. Esse tipo de
ruído é sinal de um
desgaste nos rolamentos da roda e
aparece principalmente em alta velocidade.
Não
é por mal, a gente sabe. Mas
tem muita coisa que fazemos com o
carro quase sem querer e que se transforma
na alegria das oficinas mecânicas.
Vai dizer que você não
comete pelo menos um dos pecados abaixo??
6
coisas para estragar bem o seu carro
1. ESTERÇAR O VOLANTE COM O
CARRO PARADO
Aquele esforço todo para virar
a direção só
prejudica o sistema. Ao entrar ou
sair de uma vaga de estacionamento,
faça o carro se mover primeiro.
Só um pouquinho já basta.
2.
ACELERAR ANTES DE DESLIGAR O MOTOR
Ô, mania! Quem faz isso deixa
um pouco de combustível não
queimado no catalisador. Com o tempo,
o líquido acumulado corrói
o interior da peça e aí...
3.
NÃO PARAR COMPLETAMENTE ANTES
DE ENGATAR A RÉ
A pressa de manobrar resulta em engrenagens
de transmissão desgastadas
e aquele barulho estranho na caixa
de câmbio. Sem falar em engates
cada vez mais difíceis.
4.
DEIXAR A MÃO APOIADA NO CÂMBIO
Alavanca não é apoio
de braço. O peso constante
causa o desgaste prematuro do sistema
de engrenagens. Como prêmio
você ganha uma bela folga no
câmbio.
5.
SAIR EM SEGUNDA MARCHA
Muitos pensam: Se eu tenho um
motor 2.0, por que não sair
em segunda? A resposta é
simples: porque força demais
a embreagem.
6.
PASSAR COM UMA RODA DE CADA VEZ NA
LOMBADA
Esta muita gente aqui na redação
fazia. A melhor maneira de enfrentar
uma valeta ou um quebra-molas é
passar ao mesmo tempo com as duas
rodas de cada eixo. Senão a
carroceria sofre uma torção
desnecessária, o que pode até
causar trincas no chassi.
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